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Vamos começar um alongamento mental…

Imagine a seguinte situação:

Você vê pegadas que saem do mar, atravessam a faixa da praia, parecem parar em uma esteira, mas continuam até chegar a um carrinho de sorvete… O que você deduz?

Provavelmente que a pessoa que saiu do mar, pegou o dinheiro na esteira e foi comprar um
sorvete.

É uma hipótese que tem grande probabilidade de ser verdade, porque sua experiência de mundo permite criar essas relações entre fatos e intencionalidades. Ou seja, é muito provável que em um dia de verão, a pessoa que está tomando banho de mar e queira um sorvete, um doce muito apreciado, principalmente na praia ou nos dias quentes.

Para comprar o sorvete, porém, é necessário dinheiro, então, a parada na esteira teve essa função. As esteiras são os lugares onde se deixam os objetos quando se entra no mar (chinelos, óculos etc.).

Você só conseguiu entender as pegadas como um texto com início, meio e fim, ao “ler” esse texto todo, montando hipóteses que foram sendo confirmadas ou refutadas pelos elementos que você, nesse caso, encontrou no chão.

Se você prestar mais atenção aos detalhes pode chegar a definir que se trata de um adulto ou uma criança, mulher ou homem. Como você fez isso?

Trata-se da observação da pegada, o tamanho, a largura, a distância dos dedos etc.

Essa “dedução” é um tipo de leitura como tantos outros que existem no mundo e que permitem
a todos nós nos relacionarmos com as pessoas a nossa volta, obtermos informações, entendermos
os fatos que acontecem ao nosso redor e muitas outras ações derivadas dessa descodificação e
atribuição de sentidos a um texto.

O texto que você “leu” era composto por pegadas na praia, com ponto de partida (o mar), percurso (a esteira) e ponto de chegada (o carrinho de sorvete).

O que você achou desse texto? Conseguiu imaginar a cena?

Aguardo os seus comentários.

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